Pensionistas lesados <br>pelos CTT
A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) alerta para o facto de muitos pensionistas estarem a ser confrontados com o atraso na distribuição da correspondência e com a impossibilidade de efectuarem o levantamento das suas pensões através do vale postal dos CTT.
«As razões invocadas pela empresa para não efectuar o pagamento têm sido as mais diversas, desde a falta de numerário ou invocação que a Caixa Geral de Depósitos não efectuou a transferência dos valores das pensões», descreve o MURPI, considerando esta situação de muito «grave» e «um atentado contra os direitos dos reformados, pensionistas e idosos que têm como único rendimento o resultante das pensões».
Segundo a confederação, os CTT, uma empresa pública que foi privatizada, apresentam ainda «disfuncionalidades que resultam também da política de redução de encargos com os trabalhadores, redução do número de trabalhadores e o recurso permanente a empresas de outsourcing para realização de actividades anteriormente desempenhadas pelos trabalhadores da empresa».
Face à actual situação, o MURPI – defendo «uma resposta adequada e de acordo com a satisfação do direito à pensão» – exige à Secretaria de Estado da Segurança Social que corrija «os procedimentos relacionados com a forma de pagamento aos pensionistas que não têm condições económicas para manter uma conta bancária». Por seu lado, os pensionistas lesados deverão «elaborar o seu protesto nas situações irregulares do pagamento das pensões».
Medida discriminatória
No dia 7, numa outra nota de imprensa, o MURPI contesta a medida constante do Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE 2020) que prevê que os condutores com mais de 65 anos de idade devem obrigatoriamente fazer formação para a revalidação da carta de condução.
Esta é uma medida «discriminatória» que «visa estigmatizar socialmente quem é idoso», «só pelo facto de usufruírem da situação que resulta do aumento da esperança de vida», denuncia a confederação.